Um estudo sobre ética na captação de recursos

rogareO Rogare, centro de estudos sobre captação de recursos do Centro Hartsook para a Filantropia Sustentável, da Universidade de Playmouth, na Inglaterra, publicou uma análise muito interessante – e relevante – sobre ética na captação de recursos. O documento, de título Rights Stuff (que, em inglês, usa “rights” com o sentido de direitos e também de fazer a coisa certa) questiona o grande foco dado aos doadores em praticamente todos os Códigos e estudos sobre ética na captação de recursos, e propõe que os beneficiários das organizações sejam incluídos no processo de tomada de decisão daquilo que é ético na captação.

O documento, escrito por Ian MacQuillin, faz parte de uma série de análises que serão futuramente publicados pelo Rogare, do qual faz parte o associado, fundador e ex-vice presidente da ABCR, Rodrigo Alvarez.

Para o autor, a captação de recursos é ética quando ela equilibra o dever dos captadores de solicitar apoio em nome dos seus beneficiários, com o direito dos doadores de não serem sujeitados a pressão desmedida para doar.

Na abertura do documento é apresentado o caso de Olive Cooke, uma senhora britânica que em maio de 2015 se suicidou após sofrer uma longa depressão e um assalto. A mídia do país, ainda que sem prova alguma, fez a conexão do suicídio dela com a grande demanda por doações que sofria, recebendo até 267 pedidos por mês, e tendo em determinado momento da sua vida sido doadora recorrente de 27 organizações.

O resultado da pressão da mídia foi a revisão da ética na captação de recursos na Inglaterra, e a apresentação da proposta de criação de uma base de dados onde os cidadãos britânicos poderão incluir o seu nome caso não queiram mais receber pedidos de doação.

O estudo está em inglês e ainda não tem tradução para o português. Pode ser encontrado aqui. Conheça mais sobre a Rogare na página https://www.plymouth.ac.uk/schools/plymouth-business-school/rogare.

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