De acordo com notícia publicada no Portal IDIS (aqui), a Crise econômica global não afetou o investimento social privado. Para os Institutos Camargo
Côrrea, C&A e Lojas Renner o planejamento permitiu garantir os investimentos em projetos sociais durante e após a crise econômico financeira de 2008 e 2009.
A crise mundial iniciada em 2008 afetou fortemente a economia das nações desenvolvidas, com reflexo também nas economias emergentes e em desenvolvimento. Entre todos os países atingidos pela recessão econômica global, o Brasil foi o que mais tarde sofreu com os impactos e também o que mais cedo reagiu ao desaquecimento. Governos e empresas apertaram os cintos, reviram prioridades de gastos e se apoiaram no mercado interno para manter a atividade econômica em patamares seguros. Com o terceiro setor, não foi diferente. As organizações da sociedade civil tiveram de se apoiar na agilidade de seus gestores e em planos de ação para que seu papel social não fosse afetado.
O portal ouviu os principais dirigentes de três importantes organizações, o Instituto Camargo Corrêa, o Instituto C&A e o Instituto Lojas Renner, para contar como o setor filantrópico atuou para conter os efeitos da crise. De acordo com eles, nenhuma das organizações precisou cancelar projetos ou diminuir as equipes.
Francisco Azevedo, diretor-executivo do Instituto Camargo Corrêa (ICC), explicou que o grupo entende o investimento social como sendo estratégico e procurou manter o orçamento da organização de modo a não prejudicar as ações e projetos previstos no Plano de Ação, mesmo no período da crise. “De 2009 a 2011, conseguimos ampliar significativamente os projetos do ICC, especialmente aqueles do programa Futuro Ideal, ligados à geração de trabalho e renda, devido à construção de parcerias com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), diz Azevedo. Para ler a entrevista completa clique aqui.
O Instituto Lojas Renner diz não haver sentido o impacto da crise, uma vez que foi criado pouco antes de ela começar. Jair Kivel, diretor-executivo da organização, explica que o instituto nasceu em 2008: “Como ainda não tínhamos grandes projetos, foi fácil desenvolver nossas atividades. Desde então, temos crescido uma média de 20% ao ano no volume de recursos disponibilizados para investimentos. Isso demostra que a crise não nos afetou”. Leia a entrevista completa de Jair Kivel, do Instituto Lojas Renner, clicando aqui.
Já o Instituto C&A tomou algumas medidas administrativas para que nenhum projeto fosse prejudicado. Segundo o diretor-presidente, Paulo Castro, foi mantido o mesmo patamar de investimento nos projetos atendidos: “A economia e a racionalização foi feita no aspecto administrativo, sem diminuir o tamanho da equipe. Entendemos que equipe é um investimento importante. O Instituto é uma organização que faz esse aporte financeiro e técnico junto aos seus projetos e parceiros: não reduzimos nossa equipe.” Leia a entrevista completa de Paulo Castro, do Instituto C&A, clicando aqui.
Por meio do planejamento do investimento social, essas três organizações conseguiram manter as prioridades sem impactar os projetos e planos que estavam em andamento, não comprometendo, assim, a perspectiva de transformação social.