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ABCR e Certificadora Social lançam primeira certificação brasileira para captadores de recursos

O fortalecimento da profissão captador de recursos ganhou um novo reforço: a certificação profissional para quem atua nesta área estratégica nas  organizações da sociedade civil (OSC). A iniciativa inédita da Certificadora Social, em parceria com a Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), é a primeira certificação de uma profissão da área social e foi lançada durante o Festival ABCR de 2025. Ela contribui para o desenvolvimento de uma profissão que, desde 2021, é reconhecida na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO).

“A certificação é um dos pilares para o reconhecimento e fortalecimento da nossa profissão de captador de recursos no Brasil. Ainda não temos uma formação específica para essa carreira estratégica nas organizações e a certificação contribui para a  profissionalização da atuação e a qualidade dos serviços prestados”, afirma Flavia Lang, presidente da ABCR.

O certificado é uma maneira de validar a experiência de quem atua na área, sua capacidade de angariar fundos, desenvolver campanhas de doação que garantam a sustentabilidade financeira das organizações, criar parcerias e garantir que suas práticas sigam o código de ética da profissão, criado pela ABCR. Além disso, a certificação também pode facilitar a conquista de novos investidores e apoiadores, ao oferecer uma segurança  sobre a qualificação dos profissionais da área, ou até mesmo ser utilizada como referência pelas OSCs para contratar profissionais da área de captação. 

Certificação está disponível em duas categorias

A certificação foi construída a partir de modelos internacionais, adaptados à realidade brasileira, e está disponível em duas categorias: Captador de Recursos Qualificado (CRQ), que exige ao menos quatro anos de experiência e aprovação em exame de proficiência, e Captador de Recursos Experiente (CRE), para quem tem mais de oito anos de atuação comprovada e já captou ao menos R$ 1 milhão para OSCs nos últimos cinco anos. 

O primeiro profissional certificado foi Michel Freller, captador com mais de 20 anos de experiência, fundador e CEO da consultoria Criando, especializada no planejamento de captação de recursos para organizações. “Lá fora já existem várias certificações, então tudo que dá robustez ao profissional, às organizações ou às empresas de captação, fortalece o nosso setor. A certificação vem para agregar, somar e fortalecer. As regras éticas são bastante claras. Há bastante transparência e, sem dúvida, esse certificado comprova que você atende os requisitos e tem histórico.”, ressalta Freller.

A Certificadora Social, responsável pelo processo, é dedicada a reconhecer organizações sociais engajadas com a transformação positiva da sociedade, e agora, a garantir que os profissionais atuantes na busca por recursos, dentro das OSCs, estejam alinhados com esse propósito. “A certificação exclusiva para captadores representa um avanço inédito para o fortalecimento da profissão no Brasil. Ela oferece aos profissionais uma forma concreta de comprovar sua experiência e domínio técnico, seguindo o modelo já adotado por outras carreiras reconhecidas no país e também por certificações internacionais”, explica Marcelo Estraviz, fundador da Certificadora Social. 

Profissionais certificados devem seguir Código de Ética

Os profissionais que desejam se certificar terão que passar por algumas etapas, como o exame de proficiência aplicado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) composto por 30 questões (deve acertar, no mínimo, 23), caso opte pela categoria CRQ. Para quem busca a categoria CRE, o meio de aprovação é uma entrevista on-line em que será avaliada a qualidade da experiência do candidato e o nível de conhecimento no tema. 

Após a aprovação, os profissionais recebem a certificação e devem seguir algumas diretrizes a fim de mantê-la ativa, como seguir o Código de Ética da ABCR. Quem obtiver a certificação também terá acesso a um selo oficial para utilizar em  assinaturas de e-mail e materiais institucionais. Junto à iniciativa, foi lançado um canal de denúncias, e quando denunciado, o profissional que descumprir alguma das medidas éticas da profissão poderá perder a certificação. 

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