Formação terá 60 horas e vai preparar profissionais da Universidade para estruturar estratégias permanentes de mobilização de recursos para pesquisa, inovação e extensão
A ABCR é parceira de um curso inédito que vai capacitar servidores técnicos e administrativos da Universidade de São Paulo (USP) para a mobilização de recursos destinados a pesquisa, inovação e extensão. A formação começa no dia 3 de agosto e reúne nove profissionais ligados à Associação entre os professores responsáveis pelas atividades. O curso “Mobilização de Recursos para a Universidade e Desenvolvimento de Relações Institucionais” foi concebido como um projeto-piloto e será realizado até 2 de outubro. Ao longo de 15 encontros, os 45 participantes selecionados terão contato com estratégias, fontes e técnicas de captação que podem ajudar a Universidade a transformar iniciativas hoje dispersas em uma política permanente e planejada.
A formação é realizada pelo Grupo de Estudos de Modelos de Apoio à Ciência (Gema Filantropia), do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, em parceria com a ABCR. Também apoiam a iniciativa a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) da USP, a Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) da USP e o Grupo de Trabalho de Filantropia da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Os alunos atuam em áreas relacionadas à elaboração de projetos para editais, gestão de convênios, campanhas de doação, relacionamento com financiadores e articulação da Universidade com o poder público, empresas e organizações da sociedade civil.
Conhecimento acumulado pelo setor chega à Universidade
A participação da ABCR aproxima os servidores da USP de profissionais que conhecem diferentes fontes de recursos e estratégias de relacionamento com doadores e financiadores. Entre os professores estão Fernando Nogueira, João Paulo Vergueiro, Flavia Lang, Michel Freller, Fagna Freitas, Danilo Jungers, Daiane Dultra, Ana Flavia Godoi e Rosana Pereira.
Eles abordarão assuntos como a psicologia da doação; as motivações de pessoas e empresas para apoiar universidades; doações individuais; programas de sócios-contribuintes; doações recorrentes; legados; relacionamento com ex-alunos; captação com empresas; patrocínios; leis de incentivo; investimento social corporativo; planejamento de eventos; fundações; editais nacionais e internacionais; grandes doações e fontes públicas de financiamento, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e as fundações estaduais de amparo à pesquisa.
O curso também conta com pesquisadores da USP e especialistas ligados ao Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (Idis) e ao Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife). A proposta é aproximar a comunidade universitária dos principais atores brasileiros que trabalham com filantropia, investimento social privado e mobilização de recursos de interesse público.
Plano de captação será construído durante o curso
Com carga horária de 60 horas, o curso terá dois encontros presenciais e 13 atividades on-line. A metodologia combina aulas expositivas, estudos de caso, palestras, exercícios e simulações de situações enfrentadas por quem trabalha com captação de recursos. Ao longo da formação, cada participante deverá elaborar um Plano Estratégico de Captação de Recursos para uma instituição real, preferencialmente sua própria unidade na USP ou uma organização parceira. O trabalho será desenvolvido com acompanhamento de monitores e orientação especializada.
Os alunos também conhecerão ferramentas para gestão do relacionamento com financiadores, estratégias de marketing digital, campanhas de financiamento coletivo e ambientes virtuais colaborativos. A programação inclui ainda aspectos jurídicos e contábeis relacionados a doações, patrocínios e convênios. Além da capacitação dos servidores, o curso deve gerar subsídios para a criação de um banco de dados colaborativo sobre mobilização de recursos. A ferramenta poderá reunir experiências, informações e potenciais financiadores, contribuindo para aproximar as iniciativas existentes em diferentes unidades da USP.
Foto: Marcos Santos/Agência USP