A seguir, o excelente artigo de Rodolfo Araújo, publicado originalmente no http://comatitude.com.br/.

No território da atitude de marca, existem causas mais afeitas à preferência das empresas em detrimento de outras. A dimensão social é a que mais demonstra a existência de plataformas “órfãs”, ou seja, pouco contempladas pelas empresas em seus investimentos. Uma das possíveis razões para este contexto é o receio de gerar impactos negativos perante os consumidores. Desta forma, muitas organizações concentram seus recursos em atitudes “confortáveis”, isto é, áreas socialmente relevantes que, porém, não são potencialmente lesivas à reputação. Temas mais espinhosos, embora críticos sob o ponto de vista social, ficam alijados das atitudes corporativas e são abordados de modo menos integrado. Desta maneira, organizações não governamentais e o poder público agem muitas vezes isoladamente sobre questões nas quais poderiam contar com forte participação empresarial.